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Instrumentista é autor de clássicos como Sá Marina, BR3, Juliana e Teletema
Participação: Lula Galvão (violão e guitarra)
Antonio Adolfo lançou o primeiro disco independente da música brasileira Feito em Casa, em 1977.

Pianista, arranjador, produtor e educador Antonio Adolfo cresceu em uma família musical no Rio de Janeiro (sua mãe era violinista da Orquestra Municipal do Rio de Janeiro), e começou seus estudos de violino aos sete anos. Mais tarde passou para o piano. Aos dezessete anos já era músico profissional. Seus professores foram Amyrton Vallim, Werther Politano, Vilma Graça, Heitor Alimonda, Esther Scliar, Guerra-Peixe, Eumir Deodato, David Baker (EUA) e Nadia Boulanger (Paris).
Durante a década de 60, a partir de sua estreia com Carlos Lyra (Pobre menina rica), no Teatro de Bolso e com Leny Andrade, no Beco das garrafas, atuou com  seu próprio trio, 3-D, e participou de diversos shows de Bossa Nova e Jazz no Brasil, excursionou com diversos cantores e cantoras, dentre os quais Leny Andrade, Carlos Lyra, Flora Purim, Wilson Simonal, Elis Regina e Milton Nascimento.

Adolfo compôs músicas como Sá Marina, Teletema, Juliana e BR 3 que conquistaram grande sucesso e foram gravadas por diversos artistas brasileiros tais como Elis Regina, Wilson Simonal, Maysa, Emilio Santiago e artistas internacionais como Sergio Mendes, Stevie Wonder, Herb Alpert, Earl Klugh, Dionne Warwick e outros. Foi vencedor, juntamente com seu parceiro Tiberio Gaspar, do Festival Internacional da Canção (Rio – Brasil e Atenas – Grécia), em 1970.

Como músico, arranjador e produtor musical gravou com alguns dos nomes brasileiros mais representativos, além de ter lançado mais de 25 álbuns sob o seu nome. Criou o Trio 3D (em 1963) e seu conjunto Brazuca (em 1969) e continua carreira solo como um dos pioneiros na auto produção, com seu disco “Feito em casa”, lançado em 1977, que inaugurou o movimento da música independente no Brasil. Recebeu por duas vezes o Prêmio Sharp de Música Brasileira.

Seus mais recentes trabalhos têm sido lançados simultaneamente no Brasil e no Exterior, Seu CD de 2010, “Lá e Cá / Here and There”, segue os passos do lançamento de 2007 Antonio Adolfo e Carol Saboya “AoVivo / Live”. Em 2011 foi lançado seu CD “Chora Baião”, que recebeu varios prêmios no Exterior.

Recentemente lançou o CD “Finas Misturas” que foi aclamado com ótimas críticas e execução em estações de rádio de Jazz de vários países. Seus lançamentos recentes incluem o CD “Rio, Choro, Jazz …”, que é também uma homenagem a Ernesto Nazareth, assim como um albúm de piano solo “O Piano de Antonio Adolfo”. Ambos foram nomeados para o Grammy Latino de 2014.

Em 2014, um CD gravado em Nova York e Rio, com a cantora Carol Saboya e harmonicista e vibrafonista Hendrik Meurkens, “Copa Village”. Em 2015 lançou o CD “Tema” e em 2016, “Tropical Infinito”, ambos finalistas no Latin Grammy Awards.
Como educador, tem sido pioneiro no ensino da música popular, especialmente a música brasileira, em todo o mundo, tendo lançado sete livros no Brasil e dois no Exterior. Em 1985 criou sua própria escola no Rio, o Centro Musical Antonio Adolfo, que acaba de completar 30 anos de existência, hoje com mais de 1.300 alunos.

Adolfo recebeu diversos prêmios em sua carreira, como segundo lugar no Festival Internacional da Canção (1969), primeiro lugar no Festival Internacional da Canção (1970), segundo lugar na Olimpíada da Canção (Atenas, Grécia, 1970), Prêmio Sharp (1996 e 1998), Brazilian International Press Award (2007, 2013, 2014) e Latin Jazz Corner (2011), entre inúmeros outros.

Lula Galvão violonista, guitarrista e arranjador brasileiro nascido em Brasília em 1962. Já tocou com nomes como Caetano Veloso, João Donato, Guinga, Edu Lobo, Nana Caymmi, Rosa Passos, Leila Pinheiro, Gal Costa, Paquito D’Rivera, Ivan Lins, Joyce, Jaques Morelenbaum, Kenny Barron, Ron Carter, Henri Salvador, Sadao Watanabe.

Em 1997, gravou com Rosa Passos o CD “Rosa Passos & Lula Galvão”, produzido por Almir Chediak apenas com músicas de Ary Barroso. Em 2009 gravou o CD “Bossa da Minha Terra”, com participações de Maurício Einhorn, Raul de Souza, Claudio Roditti e Rosa Passos.

Em 2016 gravou, na Alemanha, seu primeiro CD de violão solo “Alegria de Viver”,  com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2017

 

f o t o  r o d r i g o  l o p e s

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Compositor, cantor e escritor, o gaúcho Vitor Ramil começou sua carreira artística ainda adolescente, no começo dos anos 1980. Aos 18 anos gravou seu primeiro disco Estrela, Estrela, com a presença de músicos, arranjadores e cantoras que voltaria a encontrar em trabalhos futuros. 1984 foi o ano de A paixão de V, segundo ele próprio, disco do qual a grande intérprete argentina Mercedes Sosa gravou a milonga Semeadura.

Em 1987, tendo trocado Porto Alegre pelo Rio de Janeiro, Vitor lançou Tango. Na passagem dos anos 80 para os 90 Vitor afastou-se dos estúdios e passou a dedicar-se ao palco, pois quase não fizera shows até então. Foi quando nasceu o personagem Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do artista. Através da novela Pequod se apresentou o Vitor Ramil escritor, numa ficção criada a partir de passagens da infância do autor, de sua relação com o pai, de suas andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai.

Com o lançamento do primeiro livro, em 1995, o artista passou a ocupar-se duplamente: música e literatura. Mas mais do que pela escritura de Pequod os anos 90 ficaram marcados para Vitor Ramil como os anos em que começou a refletir sobre sua identidade de sulista e sua própria criação através do que chamou de A estética do frio. A busca dessa “estética do frio” deu-lhe a convicção de que o Rio Grande do Sul não estava à margem do centro do Brasil, mas sim no centro de uma outra história.

Simultaneamente a Pequod aconteceu a gravação do CD À Beça. Com versos leves, cheios de coloquialidade, em melodias fluentes e inusitadas concepções rítmicas, o disco antecipava os dois próximos e mais importantes trabalhos: Ramilonga – A Estética do Frio e Tambong.

Outubro de 2004 é a data de lançamento de Longes, seu sexto álbum. Em março de 2006, Vitor Ramil reúne-se ao percussionista carioca Marcos Suzano para uma temporada de shows no Centro Cultural Carioca, no Rio de Janeiro, o que os motivou a gravar um disco em duo: Satolep Sambatown. Satolep, anagrama de Pelotas, cidade natal de Vitor. Sambatown, clara referência ao Rio de Janeiro, cidade natal de Suzano, é o nome do primeiro disco solo de Marcos Suzano.

Em 2010 Vitor dá início às gravações de seu novo álbum (CD + DVD documental), délibáb, reunindo as milongas que compôs para versos do poeta argentino Jorge Luis Borges e do poeta rio-grandense, do Alegrete, João da Cunha Vargas. No mesmo período dá início às gravações de um novo disco, o álbum duplo ‘Foi no mês que vem’, um amplo encontro do compositor com músicos e intérpretes brasileiros, uruguaios e argentinos ligados de uma forma ou de outra à sua carreira.

Em toda sua carreira, Vítor teve diversas parcerias ou teve suas músicas gravados por artistas como Milton Nascimento, Jorge Drexler, Fito Paez, Ney Matogrosso, Kleiton e Kledir e Pedro Aznar, entre outros. No momento Vitor Ramil se encontra realizando novos shows na Argentina e em processo de pré-produção e gravações de seu novo disco.

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Surgido no ano de 2005, atualmente considerado uma das agrupações de música de câmara mais importantes da Argentina, este quarteto de violões já realizou concertos com nomes como Lang Lang e um histórico concerto na sala principal do Teatro Colón, sendo o único quarteto de violões que tiveram esta distinção em mais de cem anos de historia deste teatro.

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Neste sábado, 29 de outubro – 17h
Um dos principais nomes da música regional gaúcha, João é considerado um dos mais premiados cantores da música gaúcha, com participações expressivas nos festivais e palcos da musica de todo estado. Natural de Uruguaiana, é conhecido como “A Voz do Rio Grande”. Além de sua ligação com a música regional, tem forte ligação com o tango e a seresta. Já recebeu os principais troféus da música gaúcha, como Calhandra da Califórnia da Canção Nativa, Troféu Açorianos, Comenda Lupicínio Rodrigues e a Comenda Vitor Matheus Teixeira. Com dez cds e um dvd lançados, tem no cantar expressivo e forte sua marca particular, que emociona as mais diferentes plateias, com sua performance livre, apaixonada, um pouco rebelde e sempre autêntica. Hoje, além de atuar nos palcos, é comentarista de futebol do Programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha.

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Aliar o nível máximo de alegria ao fazer música com a inovação e a tradição: esta é a síntese da filosofia do Quinteto de Cordas Wiener Kammersymphonie (ViennaChamber Symphony). Nascido do encontro de instrumentistas de primeiríssimo nível radicados em Viena, unidos com o objetivo comum de fundir suas experiências artísticas individuas com um projeto único e convincente. A absoluta ausência de barreiras e estereótipos de qualquer gênero faz com que o quinteto execute um repertório muito amplo, abarcando desde a clássica Viena até a Viena contemporânea, trazendo à tona compositores injustamente esquecidos. Fundado em 2006, por ocasião do “Ano Mozart”, estrearam na Espanha com uma série de concertos apreciados pelo público e crítica, que os considerou os melhores de toda a extensa temporada dedicada ao gênio de Salzburgo. Posteriormente, o grupo realizou uma série de projetos dedicados àqueles compositores austríacos que foram contemporâneos de Mozart. Abertos a qualquer tipo de fusão com outras expressões artísticas, o quinteto também realizou, no âmbito do “Umbria Music Festival”, projetos crossover, fundindo o puro classicismo vienense com influências da dança hip-hop. Constantemente convidados a participar dos mais importantes festivais internacionais, já se apresentaram no Ravello Festival (Itália), Alba Musicfestival (Itália) e o Side Musicfest (Turquia), entre outros. Já realizaram turnês pela Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Peru, Panamá, Dinamarca, Inglaterra, Holanda e Polônia, entre outros. Em 2014, executaram em Madri, na prestigiosa Fundação March, a Quinta Sinfonia de Beethoven por um quinteto de cordas, numa versão histórica. Neste mesmo ano, destacou-se sua participação no “Festival de lasNaciones”, de Cittádi Castello (Itália), com um programa de rara execução e com a valiosa presença do ator Alessio Boni.Na temporada 2015/2016, o quinteto realizou “A Flauta Mágica”, uma adaptação para público infantil de “A Flauta Mágica” de Mozart, produção do Teatro Real (Madri, Espanha). Além disto, dedicou-se a interpretação do “Concerto nº 2 para Piano” de Chopin, numa adaptação para piano e quinteto de cordas, quando o grupo fez sua estreia na França.O quinteto vem se dedicando especialmente a projetos como este da Flauta Mágica, além do programa The decadente Vienna: musicand Reading, para quinteto de cordas e um ator e a workshops que visam à integração com grupos similares dos países onde toca.Contando com a Direção Artística de Sérgio Mastro, o quinteto é formado pelos seguintes músicos: Vira Zhuk (primeiro violino), Maximilian Bratt (segundo violino), WolframFortin (viola), Sergio Mastro (violoncelo) e Felipe Medina (contrabaixo). No programa, Abertura e árias da Flauta Mágica, de W.A. Mozart, Maerchenbilde, de E. W. Korngold e Elegia Fantasia, do gaúcho Dimitri Cervo.

f o t o G u s t a v o B e r n a s c o n i

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